domingo, 3 de novembro de 2013

Após a implantação de uma política de eficiência energética pelo Governo, as tradicionais lâmpadas incandescentes têm desaparecido aos poucos das prateleiras de varejistas. Elas vêm sendo substituídas por lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas, que são mais econômicas. No entanto, esses novos produtos contam com materiais químicos que apresentam riscos e, por isso, precisam ser descartados de forma correta.

O ideal é levar a lâmpada fluorescente intacta e embrulhada em folhas de jornal até um ponto de descarte. Em caso de quebra, são necessários alguns cuidados.
Num primeiro momento, é importante que a pessoa abra as janelas do ambiente, deixando o ar entrar para dispersar os materiais tóxicos presentes dentro da lâmpada.  Na sequência, a pessoa deve recolher os cacos de vidro maiores em uma folha de jornal.
Por soltar um pequeno pó (que também contém material tóxico) durante a quebra, é recomendável que esse material seja recolhido umedecendo uma folha de jornal e passando pelo local.
Por fim, tudo deve ser reunido em um só monte de jornal e ser levado a um ponto de descarte.
É possível descartar lâmpadas fluorescentes nas unidades da Leroy Merlin (a rede aceita um limite de dez lâmpadas por família) e em lojas da rede de supermercados Zaffari. Também é possível achar pontos de descarte com o site eCycle, que apresenta resultados baseado na localização da pessoa.

Problemas

"O problema da lâmpada fluorescente é que ela contém mercúrio. Esse elemento químico, quando entra em contato com a água, por exemplo, pode contaminá-la e torná-la imprópria para uso", afirmou Reinaldo Lopes, professor de engenharia elétrica da FEI (Fundação Educacional Inaciana).
O mercúrio presente em uma lâmpada fluorescente quebrada não é o suficiente para prejudicar quem a manuseia. No entanto, se for considerado que várias pessoas descartam esse tipo de produto como lixo tradicional, esse material passa a oferecer riscos.
"Quebrar duas ou três [lâmpadas] não vai prejudicar. A situação começa a ficar grave quando há mais de cem lâmpadas sendo quebradas de uma só vez", afirmou Mario Sebben, diretor-presidente da Apliquim Brasil Recicle, uma companhia de reciclagem dos materiais de modelos fluorescentes.
O contato com mercúrio em excesso pode causar diarreia, dor de estômago, sangramento, entre outros sintomas.
Desde 2010 já existe a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina diretrizes de como o país deve tratar o lixo recolhido. A importância da coleta de lâmpadas fluorescente está na legislação. No entanto, ainda está em trâmite como isso deve ocorrer.

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